Depois da convincente vitória sobre o Santos, a Ponte Preta levou um choque de realidade contra o Bragantino.

Um choque de realidade que vai além da atuação dos times: reflete o status atual de cada clube. E é por aí que a derrota por 2 a 0, com domínio absoluto do Massa Bruta, precisa ser analisada.

Não trata-se de contemporizar o resultado no Nabi Abi Chedid, mas de olhar de uma maneira mais geral, sem tanto fígado e com mais racionalidade.

É ponto pacífico que a Ponte foi mal.

Dito isso, vamos buscar entender os motivos da superioridade do Braga. Era um time que joga junto há praticamente três anos contra outro em formação.

Um time de Série A que a cada ano almeja coisas maiores contra um time que vem patinando na Série B desde 2018 por repetir erros e não aprender com eles.

Mas não é apenas sobre investimento - o que, obviamente, desequilibra a situação. Mas também é sobre projeto. As propostas táticas das equipes se espelham, mas o Bragantino joga assim há muito mais tempo, com os movimentos quase que automáticos e um entrosamento infinitamente superior.

Essa diferença estrutural foi imposta dentro das quatro linhas. A marcação pressão e a intensidade do Bragantino não deixaram a Ponte respirar. Foram 25 finalizações de um lado, contra seis do outro, por exemplo.

Mais do que a perda de pontos para a sequência do Campeonato Paulista, a sensação é que a superioridade demonstrada em campo pelo Bragantino consolida a passagem de bastão entre os clubes, com o Massa Bruta, principalmente após a parceria com a multinacional Red Bull, assumindo o posto de quinta força no estado que a Ponte pleiteou e ocupou num passado recente.

Entender a origem disparidade entre os times na última segunda-feira é a principal lição que a Ponte precisa tirar da derrota para o Bragantino.

O imediatismo numa hora dessa, parte da rotina do ciclo vicioso que acomete o futebol brasileiro como um todo, só levará a um lugar: a lugar nenhum.


FONTE: Análise: por que o choque de realidade que a Ponte levou do Bragantino vai além da atuação | ponte preta | ge (globo.com)

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